sábado, 3 de outubro de 2009

Ouço piadinhas de que estou mais pra pai de santo ou filho de Gandhi.

To aqui, meio dormindo, meio acordado, deitado, pelado, com a tv ligada sem som, o cd novo no repeat e fritando na cama. Olho o relógio e vou meio que controlando o tempo pra arrumar esta "favela" de roupas penduradas e molhadas pelo chão. Heim? Onze da manhã? Começo a arrumar tudo. É roupa pra caraio, do Raul, de Pirata, do Genelvis, Homem Lindo, duas de padre, roupão, camisetas, samba-canções, joelheiras, tênis, caraio...Coisa pra cacete. Epa, preciso cagar. Caguei. Voltei pra arrumação. Tudo ajeitado e quinze pra meio dia. Banho. Bronha. Pronto. Desçamos, pois.

Tamaqui, na recepção do Bonaparte Express, aguardando a galera, o busão, tudo. Rico, Juju, Cavalo, Marcinho, Rodrigo, Edu já tão. Banas desce depois, Roy é o último. Bora pro busão. Serão cerca de duas horas até Ponta Grossa. Penso em tentar cochilar, mas os sons legais vão se sucedendo no I-pod e abro uma latinha. Depois outra. Mais uma. Já to dançando. E desce outra. Uhu! Quando vejo, já estamos em Ponta Grossa. Antes do hotel, almoço na churrascaria Papai Côgo, do meu amigo Zeca e do irmão dele. Na verdade, da família. O Zeca não ta na área, mas o brother faz a presença. Carnes boas, saladas e que tais. Um skolzinha em sociedade com o Roy. No fim, o irmão do Zeca ainda faz um puta desconto e só cobra as bebidas. Amigo é amigo, né veio? Brigado Papai Côgo. A gente sempre se sente em casa aqui. Antes de sair não faltam fotos e autógrafos. Algumas pessoas fazem referencia ao "Paulão do CQC", mas que eu corrijo: "Paulão das Velhas Virgens".

Busão. Hotel. É o tempo de pendurar as coisas, trocar de roupa e sair pra tarde de autógrafos, lançamento da revista em quadrinhos e do novo cd num shopping da cidade. Pra ser bem sincero, estas tardes de autógrafos nunca são muito concorridas. A gente bebe umas e outras, bate papo com alguns fãs e tal. Minto. A de lançamento da revista em quadrinhos em Porto Alegre foi bem legal e concorrida. Mas em geral não é. Não somos exatamente celebridades, ok!

A gente chega de van, por uma porta traseira do shopping e vamos subindo, pelo elevador de carga até que uma outra porta de abre estamos numa praça de alimentação. Olha a livraria aí! Opa, tem uma galera. Opa, tem cerveja. Caraio. Armaram um lugar com Tv de plasma passando o clip novo do Velho Safado e o cd rolando as músicas novas. Caraio, tem bastante gente. Cool. A gente fica cerca de duas horas no local e a rotatividade de pessoas é intensa. Caralho, este novo disco está prometendo. E tb a revista, o clip novo, todas estas outras coisas que o Cavalo tem corrido atrás. E o buxixo em torno da minha participação no CQC tb. Ou então, o que explicaria estas duas mocinhas com não mais de 12 anos chorando abraçadas comigo, dizendo que eu sou lindo e que elas me amam? Um descontrole de fã que eu só vi acontecer com ídolos populares mesmo, esportistas, gente famosa de fato. A gente é apenas uma banda independente de rock'n'roll, uns bêbados tarados, fazendo o que gostam. Mas confesso que me senti sei lá quem...Fábio Jr? Cavalo diz que somos "emões". É o humor ácido dele! Num sei...Isso nunca aconteceu comigo. Mas é gostoso! Eh,eh,eh!

A melhor tarde de autógrafos de que já participei. Ponta Grossa é mesmo du caraio. No meio da loucura toda, um mano me presenteia com Eisenbahns especiais da Oktober fest. E começo a beber ali mesmo, entre Kaisers(blergh) e Heinekens em lata. Acabou. Fotos com o pessoal da loja.

Bora.

Direto pro Empório passar o som? Não! Não tem nada pronto! Vamos pro hotel dar um tempo. Quando batem quase sete da noite, Banas nos chama pra ir pro bar. A gente não passa som faz muito tempo. Os meninos da técnica acertam tudo e a gente só vai na hora do show. Mas vcs sabem a quantas anda esta estréia precipitada, certo? Temos que fazer um ensaio geral pra acertar detalhinhos e detalhões.

E mesmo assim, o som demora pra aprontar. Na tv o timão ta perdendo de um a zero do Furacão, em pleno Pacaembu. Havia vários torcedores do Atlético Paranaense na tarde de autógrafos e vários trocaram bravatas comigo. Já to vendo tudo que a galera vai ficar me tirando durante o show. Eu e Simon, os mais fanáticos dentre os corinthianos da banda, ficamos ligados no jogo e ao invés de vermos um empate do Corinthians, temos que engolir dois a zero. Vai tomar no cu! Roy sai pulando ao meu lado, porco filho da puta.

- Ah, é assim que vc quer que as coisas sejam? Ok. Deixa seu time se fuder que vc vai ter que me agüentar.

Esta ameaça é minha. Fiquei puto com o segundo gol do adversério e soltei os cachorros pra cima do Roy. Este porqueta vai se fuder comigo! Quer ser malandro? Então vamos ver se vc é mesmo malandro!

Cai o sinal da transmissão. Vamos pro ensaio geral. Caran solta o coro gravado de "Eu vou, eu vou, pra dentro da garrafa, agora eu vou". Contagem do Simon e lá vamos nós de Gênio da garrafa. Ok. Termina e Tuca já emenda Elvis. Beleza. Simon erra o finzinho, a gente refaz e beleza. "Esta mulher só quer viver na balada" eu tento fazer sem ler e erro um pedaço da letra. Mais tarde eu não vou errar, meninos, sorry! Depois são duas antigas: Tudo que a gente Faz e Toda Puta Mora Longe, que está de volta ao set. Ok. Juju entra com Cafajeste. Beleza. Oriento sobre o discurso que ela deve fazer no meio, chamando as moças a cantar o refrão com ela.
Volto e fazemos o Velho Safado em dueto. Ela sai. Eu bebo sim. Beleza. Ninguém Beija como as Lésbicas eu tenho que ler. Letrinha complicada. Preciso decorar. Daí é o dueto da Ju e do Roy. Ótemo. Ela emenda Buceta. Eu combino com eles de entrar depois do segundo refrão e interromper, já vestido de padre, fazendo aquela pasmaceira de sempre, e iniciando a homilia que antecede "Se Deus não quisesse". Ok. A Ultima partida de bilhar eu acho que faço sem colar. Cavalo puxa Siririca. Hum. FDP preciso olhar. Madrugada e Meia. Abre essas pernas! No bis, precisamos passar Juju cantando "Só pra te comer". Antes eu, Tuca, Roy e Simon tentamos fazer "O amor é outra coisa". Não sai. Eu não sei a letra direito. Nem lendo. A guita do Roy não está na pulsação exata. Está abordata da noite de hoje. Um trechinho de Bortolotto Blues e pronto, com Banas já torrando nosso saco, porque a casa precisa abrir. Porra, tamos brincando ou ensaiando? Caralho!

A galera vai jantar numa churrascaria. Peço que o motora me leve pro hotel. Ta muito perto da hora do show, mais de dez da noite. Some-se a isso meu nervosismo de estréia e é melhor não comer nada. Fico no quarto, pelado. Ligo pro Banas pra saber que horas ele nos quer na recepção. Meia noite e vinte. Dou aquela relaxada. O Timão perdeu de três a um. Sem comentários! Numa noite importante e tensa como esta vcs aham que a derrota do Corinthians me afeta? Afeta. Afeta pra caralho! To fudido da vida!

Deu a hora. Montei a mala com os figurinos da noite, a saber: Genelvis, Velho Safado e Padre. Bora. Tamo entrando. Algumas pessoas nos saúdam da rua. Uns gritam CQC. Acho que este lance vai me seguir por algum tempo. Dentro. Ajeitando as coisas do camarim. Tem um programa de Tv querendo nos entrevistar. Fico bebericando e esperando faltar meia hora pra me trocar. Passo as colas com Marcinho. É um risco. O palco é baixo e a papelada estará ao alcance da mão das pessoas. Basta alguém arrancar aquela porra dali e eu ficar perdido em pelo menos duas músicas. E tem tb o sistema de troca de roupas, onde a gente nunca sabe o que pode dar errado. Ok. Estou virando Genelvis. Parei com os alongamentos desde que as dores nas costas chegaram e ainda não se foram completamente.

Pronto. Ouço piadinhas de que estou mais pra pai de santo ou filho de Gandhi. Ok. Os meninos, em suas roupas de croupiers, tb têm uma onda de entregadores de comida chinesa. Mas tá todo mundo estiloso! Os figurinos da Juju é que estão sensacionais! Ponto pra minha comadre Juliana, esposa do Cavalo.

Entrevista antes. Outra entrevista. Bora. Caran solta o áudio "eu vou, eu vou" e tamo no palco. Me esforço pra fazer aquelas poses do Elvis. Vamos pra letra. Ta tudo indo, mas bancar o Elvis tira meu fôlego, que falta pra cantar. Preciso dosar isso. Cover do Elvis não faz muito sucesso. Esta Mulher...rola bem, mas preciso de mais ajuda no coro, pois é muita coisa preu falar. As duas seguintes vão bem, como eu esperava. O show ta indo. Saio e deixo Juju com Cafajeste. Ela se enrola um pouco no texto pra convocar as moças a chamar os rapazes de cafajestes. Mas rola. Cavalo se engana e puxa Buceta. De algum modo eles se acertam no palco e ele para. Começa minha música geriátrica. Volto com barba, bigode e cabeleira branca, cueca samba canção e camiseta para "Velho Safado". O misancene funciona. Juju sai e, já sem peruca e barba, faço Eu bebo sim que sempre funciona. "Ninguém beija como as lésbicas" funciona tb. Sem problemas com a cola. O resto vai indo. Dueto de Ju e Roy ta rolando. Ju puxa Buceta. Passa batida na segunda parte antes do segundo refrão, mas não dá nada. Entro, interrompo como combinado e meto Deus é pai na fita. Ok. Tiro a batina. Ultima Partida de bilhar com a galera cantando junto. Siririca.

Quando saí pela última vez, Banas me informou que tínhamos cerca de 30 minutos de show, passando da metade. Compreendi que precisava pesar no discurso de Siririca para deixar o show com mais tempo. Na verdade, até para diferenciar do outro show, a idéia era encurtar este discurso. Mas precisaremos dele, pelo que to vendo. Beleza. Depois é FDP. Adesão média, leitura da letra boa. Eu havia empurrado a cola para debaixo do retorno com o pedestal do microfone, mas Marcinho consertou. Hum!

Madrugada e Meia é antecedida de discurso. Era outra que deveria entrar direto, sem papo furado. Beleza. Abre essas pernas. Terminou. Caran solta o "eu vou, eu vou". A banda volta pro bis com Juju cantando "Só pra te comer". O nervosismo faz ela passar batida na ponte, mas não dá nada. Volto e começo Beijos de Corpo e a banda não vem. A primeira parte acaba ficando meio á capela e, mesmo sem querer, funciona. A batera só entra no refrão. Ok. Uns drinks. Foi. Cavalo dá o acorde e eu começo a cantarolar Bortolotto Blues, só um trechinho, para ficar repetindo o refrão e chamar a galera pra cantar com a gente. Acabamos abraçados e cantando com a galera: "então vê se goza logo, pra gente voltar pro bar".

Camarim. Ta todo mundo feliz. Salvo algumas desatenções e errinhos, a porra funcionou. O povo de Ponta Grossa, como sempre, foi super receptivo ás novas canções. Ponta Grossa é foda. De zero a 10, eu diria que conseguimos um oito,apenas o que é muito pra um dia de ensaio.

Bebedeiras e abraços. Saio pra falar com a galera e o assédio está acima do normal. As pessoas não estão acostumadas com nossas saídas depois do show. Pelo menos estas que estão ao meu lado. Fotos, abraços, beijos, autógrafos e o DJ que rolou "A Casa do rock", do Casa das Máquinas, ao final da nossa apresentação, está mandando muito bem com AC/DC e KISS. UHU! Momento de êxtase na pista de dança. Vai pra lá, vem pra cá, elogios e bebedeiras no camarim, fui pro busão.

Hotel. Cinco e meia da matina. Banho. Arrumo minhas coisas. Desço pro café. Daí pro Busão. Bora pra Telêmaco. Apago antes que o busão saia.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

- Tenho uma doença terminal e preciso urgentemente de uma latinha de cerveja antes do vôo sair!

Oito de la matina. Jump. Jornal. Merda!

É hoje que vão definir a sede das olimpíadas de 2016. Continuo achando que vai dar Madri. Sorte pro Rio e pro Brasil.

Ronaldo voltou da resolução dos "imbróglios" pessoais na Espanha, treinou e joga amanhã contra o Furacão no Pacaembu! Ronaldo em campo só tem um adjetivo: alegria!

O terremoto no sodoeste da Ásia matou mais de mil e a coisa pode subir ainda mais. Puta merda!
Tutty Vasques lembra que se a mulher do Barack Obama for a Copenhague ajudar Chicago a ganhar a sede da Olimpíada de 2016 com "aquelas" alcinhas, não tem pra ninguém! Depois dizem que as Velhas Virgens é que são taradas. Todo mundo só pensa em sexo, mano! Ele fala tb de um encontro entre Massa e Nelsinho Piquet num kartódromo. E no encarte de esportes está lá a foto. Massa com uma cicatriz ainda pronunciada na testa e completamente sem graça abraça o cara que, com um acidente forjado, tirou suas chances de campeonato naquele maldito Grand Prix de Cingapura, entre outras coisas! Foda! Olha! O que este rapaz, filho do lendário tri-campeão, fez é coisa muito séria para quem gosta de esportes. Muito séria. Ele deveria ser banido do esporte, sabe!

Os cientistas estão analisando o esqueleto de um ancestral humano (Ardi) que viveu na terra, mais especificamente na Etiópia, e que esteve por aqui um milhão de anos antes da até então mais antiga parente nossa, a Lucy. Ardi, tb fêmea, viveu há 4,4 milhções de anos. Um chimpanzé metido a Oscar Schmidt, eu diria.

E a porra do vazamento da prova do Enem? Caraio! Que cagada. Diz a matéria que "dois homens" procuraram o Estadão pra vender a prova. Os jornalistas teriam lido a prova, decorado algumas questões e com este testemunho convenceram as autoridades de que era preciso transferir o exame. Alunos perguntados sobre o ocorrido se dividem entre "...ainda bem, pois posso estudar mais" e "...eu já estava preparado para o exame e vou sofrer com o adiamento". Eh estudantaiada que só olha pro umbigo. A prova foi divulgada antes de ser aplicada, buceta. Isso é fraude, crime. Acaba com a possível isenção e veracidade do exame. Tem que transferir, mesmo. Lembro bem que quando um dos meus irmãos fazia faculdade, conheci um estudante que, pasmem, vivia de vender provas de vestibular dentro da escola. O cara não podia se formar, pois se terminasse os estudos não teria mais acesso aos exames e não poderia mais comercializa-los. Olha que filho da puta!

Quantos caras não se fuderam porque perderam sua vaga pra alguém menos preparado que comprou a prova e passou? Hoje tem faculdade a cada esquina, mas a coisa não era assim há 20 anos. Vc vai lá, estuda pra caralho e se fode porque alguém tem grana e comprou seu futuro profissional! Foda!

Hum. Uma matéria sobre os melhores pastéis de feira de São Paulo no Guia do fim de semana. Hum, hum, hum!

E chega de papo. Bora atualizar. To ouvindo "O amor é outra coisa" no repeat do CDMan que um dia soquei porque pulava e, surpreendetemente, voltou a funcionar. Leva-lo-ei para tentar decorar as letras novas!

E já, já vou me mandar pro SBT. Fazer sets, colas, fichas, roteiros e tudo que me envolve nesta sexta. Lá pelas três da tarde tenho que me mandar pra Cumbica. Vou com meu carro e vou deixá-lo por lá até terça de manhã! Bora!

Puta transito louco na Marginal. Era tudo que eu precisava neste eterno atraso em que vivo. Olha só, tem um caminhão parado na faixa central da pista lateral. Na frente, uma moto atravessada, um capacete no chão e um motociclista em pé. É o dono da moto. Não há vítimas. Por que não tiram esta porra deste caminhão com moto e tudo para a lateral e param de prejudicar a vida de milhares de pessoas que estão sendo afetadas por este congestionamento? Puta que pariu!

Consigo superar esta merda de cenário de acidente, ando um pouco e pára tudo de novo. Olha lá: na mesma faixa em que estou tem uma moto estabacada no chão. Os caras do CET cercaram a moto com cones e interromperam a circulação naquela faixa. E pára tudo de novo. Porra, se tivesse alguma vítima ali, ok, isola o local. Mas não tem ninguém humano caído: tira a porra da moto daí, porra! Vai tomar no cu, CET!

SBT. Faço as fichas do palco do "Vc não vale nada...", faço a ficha da estréia do TV Animal. Começo a ajeitar as colas e sets pros shows do fim de semana. Tem que imprimir tudo! Magrão vem bater papo e nota que minha mesa, zoneada igual á dele, tem um monte de letras de músicas e sets que nada tem a ver com o Domingo Legal. Vejo em seus olhos até uma certa vontade de perguntar que porra é aquilo. Mas ele sabe exatamente o que é: coisas das Velhas Virgens.

O pessoal vai almoçar e me convida, mas mal tenho tempo de fazer tudo que preciso. Quando já to arrumado e pronto pra sair, Jotaerre me chama para alterar algumas coisas nas fichas do Celso. Lamento, to indo, véio. Pede pra galera que eles consertam a parada. Fui.

To no busão do SBT, sentido Barra Funda. A marginal ta tão trancada que o motorista opta por fazer o trajeto pela Lapa. E mesmo assim, a coisa demora. Chego á Barra Funda pelas quatro. Fila grande para comprar bilhete para ir de metrô até a estação Tietê, de onde sai um busão direto pra Cumbica, onde pegarei meu vôo pra Curitiba pelas 19h48.

Metrô. Quando chega na baldeação da Sé para a coisa lota pra valer. Ok. To na linha azul, sentido Tucuruvi. Desço na Tietê e me dirijo ao guichê para comprar a passagem pro aeroporto. Por volta de 16h30. A vendedora me diz que os ônibus estão saindo com uma hora de atraso. Sairia 17h05, mas vai sair é 18h05. Porra, se levar mais uma hora pra chegar dá mais de sete da noite. Num dá! Reconsidero, pego a grana da passagem de volta e vou atrás de um táxi. No caminho uma moça loira emparelha comigo e me diz que tava torcendo pra mim, no CQC, claro!

- Vc era o melhor, que pena que vc não entrou!

Agradeço e sigo todo cheio. Isso é simplesmente incrível. Esta resposta das pessoas é absolutamente inesperada para mim.

Táxi. O motorista diz que ta tudo parado na marginal e eu sugiro que cortemos pela Vila Maria. É o que acontece. O telefone dele toca insistentemente e dá pra sacar que é sua companheira. Ele desliga uma, duas, três vezes e na terceira, ao me ver bater boca com a Dex via fone tb, comenta que "mulher é tudo igual, né?"

Eh, eh, eh !

- É, companheiro, elas sabem ser chatas quando querem!

Puta transito na Dutra. Pára, anda, corta pra lá, vem pra cá. O taxista faz o que pode, mas a Dutra parece um clone da Marginal. Que cidade impossível de se movimentar está se tornando São Paulo.

18h10 e to descendo do Táxi. Gastaria 32 reais de busão e gastei 65 reais de táxi. E cheguei! Nada mal.

Faço o check in eletrônico. Pronto. Agora é só tomar umas e outras. Lembro que não almocei. Ok. Comi um misto rapidinho na Casa do Pão de Queijo na Tietê. Mas isso não é almoço. Almoço é isso: uma Guiness. Uhu!

Peço tb uma coxinha e depois um chopp 400 ml da Heineken. Lembro que dentro da área de embarque tem um bar da Devassa e resolvo experimentar. Pago e vou. To aqui no balcão do Bar da Devassa. O som ambiente é Zeca Pagodinho. A decoração é simpática, os alemães falam daquele jeito que ninguém entende ao meu lado. E mando um chopp Índia, a versão Devassa da Pale Ale. 500 ml. Uau! Geladaça. Delícia. Começo a falar mais que o homem das cobras. Sabe aquela fase em que o álcool deixa a gente meio eufórico? To nessa fase.

Peço um copo de vidro e os caras me conseguem uma caneca. Mais uma. Delícia! Bato papo com um cara que bebe vinho ao meu lado! Falamos de política e outras bobagens. Opa, ta na hora. Pego uma "ruiva" pra viagem e vou pro portão 5. Não há nada lá. Pergunto pruma moça "cadê o vôo de Curitiba?". Mudou pro portão 3 que era na frente do Bar da Devassa. Vou matando minha Ruiva Long neck enquanto sigo na fila. Matei. Jogo a garrafa no lixinho e vamos lá. Não sei se já disse, mas to bem atrapalhado. E feliz!

Minha poltrona é na última fileira. Entro e vou direto pro banheiro mijar uma parte desta cerveja toda. Ao sair jogo aquela baba de quiabo no comissário de bordo:

- Tenho uma doença terminal e preciso urgentemente de uma latinha de cerveja antes do vôo sair!

O cara não ri, argumenta que não pode servir nada antes da decolagem. Eu digo que to na última fileira e que ninguém vai saber. Ele diz ok!

To aqui, sentado na janela, ao lado de um cara que pela quantidade de galões na farda é um comandante de vôo, piloto, capitão. Passo a chamá-lo de comandante e a gente vai conversando durante todo o vôo, euquanto a cerveja corre solta. É matando uma e acendendo a seguinte. O papo com o comandante é ótimo. Na verdade, empolgado pela cerveja que corre nas minhas veias, passo a entrevista-lo a là Banas. Descubro que as tripulações têm ligação com o tipo de aeronave em que trabalham. Por exemplo, um avião "x" que faz rotas nacionais tem uma série de possíveis tripulantes. O cara pode estar em qualquer vôo que aquele tipo de avião faça. Se o avião tiver autonomia pra fazer vôos internacionais, vc vai pra fora do país. Ficou claro? Não? Foda-se. É conversa de bêbado, mesmo!

Comandante não quer beber cerveja durante o vôo mas diz que tem um churrasco á sua espera em casa, numa cidade próxima de Curitiba. Pergunto sobre este papo furado de desligar celulares e aparelhos sem fio e tal, se isso realmente pode atrapalhar algum procedimento ou se é lenda. Ele me esclarece que, um dia, fazendo um pouso num aeroporto de difícil aterrissagem, acabou tendo que fazer uma arremetida. Na segunda tentiva o avião desceu. Ao taxiar, o piloto notou que seus radares internos indicavam a pista de pouso em dois pontos diferentes. Averiguando o que ocorria na aeronave, descobriu que, antes mesmo de autorizados, os passageiros começaram a fazer ligações de celular para os familiares, premeditando um acidente e realizando despedidas telefônicas. E que o acumulo de ondas provenientes dos celulares teria descalibrado os aparelhos que localizam a pista de pouso. Olha ai, um fato, uma coisa real, que prova que as ondas sonoras ou sei lá que tipo de onda podem prejudicar mesmo o funcionamento das aeronaves.

E neste papo furado todo, estamos no chão.

Despeço-me do gentil comandante. E bora. Ligo pro Banas. Ele não pode vir me buscar. Pego um táxi. To no Hotel. Vou direto ao quarto do Banas. To doidão! Conversamos sobre o set e tal. Vou pro meu quarto. Ligo pra galera que ta jantando e peço que passem no meu quarto pra gente definir o set do show tributo ao Raul, com Marcelo Nova, Tico Santa Cruz, Nasi, Relespública, Baia e tal.

Ligo pro restaurante e mando vir um tal de brasileirinho, um rango com arroz, feijão, couve e um picadinho, tudo delicioso. Enquanto rango, o povo chega.

Bem, temos uma hora de show, cortamos algumas canções, mantemos praticamente tudo do Raul e ta tudo certo. Preciso desta definição pra montar meu set de figurino. Ok.

Tomo um banho. Fico andando pelado pelo quarto. Quando vejo, ta na hora de descer. Vamos pro palco pelas três da manhã. Uma e meia e tamo embaixo, no hotel, prontos pra sair.

Bora pro moinho. Camarim. Caraio, olha o Ricardinho, meu amigo de faculdade, com quem fui estagiário no início da 89 FM, a rádio rock, em 1986. Ele agora trampa na rede Jovem Pan e ta visitando Curitiba. Porra, saudades do cara! Corinthiano vagabundo!

Vou ao camarim ao lado e encontro Nasi. Comento de uma foto de divulgação onde ele aparece de chapéu e charuto como bluesman, mas que, na verdade, ele ta mais prum babalorixá, que é a religão que ele está praticando, o candomblé. Ele ri e diz que tudo está se "candombleizando", música, cultura em geral. Acho que o teor do papo é este.

Volto pro meu camarim, papos furados, drinks, lá no palco vai rolar uma jam com todo mundo cantando "Aluga-se" do Raul. Vamos eu e Ju. Cumprimento Marcelo Nova no palco. Digo que ele ta elegante. Tamos todos cantando. Acabou.

Os caras ainda tocam mais uma. To no camarim de novo. Colocando minha roupa de "Virgulino Sparrow", provavelmente pela última vez nos próximos tempos. O pirata inspirado em "Piratas do Caribe" cumpriu poderosamente sua função de abrir os shows de duas turnês e agora vai pro meu museu de figurino. Próxima atração: Genelvis, amanhã em Ponta Grossa.

Fazemos um set mais curto, sem Homem Lindo e Blues do Velcro que também estarão sendo devidamente colocados em férias, sem data pra voltar. O show começa muito estranho, com falhas incríveis de retorno. Ouço mal minha voz, o baixo do Tuca e um poquinho de batera. Nada de guitarra nenhuma. Porra. Me dá vontade de parar e mandar acertar a cagada. Na frente, o povo não reage muito o que me faz crer que também não estão ouvindo muita coisa. Hum! A partir da segunda e da terceira música as coisas vão se normalizando no retorno, exceto pela minha voz que sumiu de vez. Quando sinto que há algo errado com o som "peso" na coisa teatral pras pessoas não pensarem no som. Exagero nas latadas, nas caminhadas pelo palco, enfim, chamo a atenção do povo pra mim.

Saio pra trocar de roupa, lembrando que esta rotina específica de mudança de figurino tb está acontecendo pela última vez. Marcinho vem ao camarim me perguntar como está o som e ouve o óbvio.

- Não ouvia nada de guitarras no início e não ouvi nenhuma vez a minha voz!

Quando volto, a voz, surpreendentemente está perfeita. Alguém explica? Nem eu!

Entre uma canção nossa e outra, alguém menos paciente com nosso repertório reclama querendo que toquemos Raul, como se estivesse diante de alguma banda de axé ou pagode que desconhece a importância vital da obra de Raul Seixas dentro do rock brasileiro. Páro o show e explico, meio alterado.

- Raul Seixas começou tocando covers de rock'a'billy. Se um dia ele não assumisse o risco e resolvesse cantar suas próprias canções, ninguém conheceria Raul Seixas. É exatamente o que estamos fazendo aqui, falando pela nossa boca. Eu prefiro falar pela minha própria boca a repetir o que outros já cantaram. Meu respeito a quem tocar cover. Eu canto o que penso!

A galera compreende, até porque quem está no palco tem competência para falar de rock no Brasil. E o show segue.

Ao final, antes mesmo que show acabe, saio correndo, coloco a também "agonizante" roupa de mago e volto pra fazer os covers do Raul, com prazer e orgulho. Limamos "Aluga-se" que foi cantada antes pela jam. Incluímos "Conversa para Boi dormir" e "Sábio Chinês" e finalizamos com "Rock das Aranha". Boa noite, Curitiba! Bye, Bye, Cubanajarra!

Bebedeiras no camarim. Caganeira. Drinks com o Ricardinho e a galera. O show terminou mais de quatro e meia da matina. Quando saio pra falar com a galera, não há mais ninguém. Fico ali bebendo no camarim. Busão. Quarto. Café da manhã. Bode. Saída meio dia!

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

“Niquiqui” to descendo a escada dou de cara com dona Carol Zuccolo, medalha de prata no CQC.

Hoje é niver da Lily, japa louca. Vou ligar pra ela. Levanto legal pelas sete e meia. Merda e jornal.
Terror no sudoeste da Ásia, caraio. Furacão, terremoto e tsunami. Será que esta galera que mora lá não percebe que ta rolando uma espécie de extermínio na área? A natureza ta dizendo:

- Hey, bro, sai fora! Este lugar é somente pra mim! Meu lugar de encontro comigo, saca?

Puta cagada. Ondas com seis metros de altura destruíram tudo na costa de Samoa. Puta merda.
Por outro lado, comitiva brasileira ta em Copenhage pra empurrar a candidatura do Rio pra Olimpíada de 2016. Uma farra de convidados, famosos ou não, paga por quem? Diga aí, vc, trabalhador e pagador de impostos?

As outras concorrentes, vcs sabem, são Tóquio, Madri e Chicago. Aposto em Madri, mas torço, sim pro Rio.

A bambizada virou dois a um no Náutico aos 43. Foda! Tão a dois pontos do porco. Ta boa a perspectiva: ou Muricy é tetra, ou os bambis são tri! Septa? Fudeu! Suicide solution!
Maria Bethânia tá lançando dois cds ao mesmo tempo, um pelo selo dela mesma e outro pela Biscoito Fino. Maria Bethânia tb é independente. Hum!

E o suplemento Paladar equipara a cerveja ao vinho e faz uma matéria sobre harmonizações da breja com vários tipos de cardápio. Acho este papo de harmonização meio coisa de viado. Bebo cerveja boa e como o que gosto, leia-se tiragostos variados, carne e feijoada. Mas acho legal os caras se renderem á grande quantidade e qualidade de cervejas com sabores variados á disposição no Brasil, seja de importadas ou de micro-cervejarias. Viva a variedade cervejística brasileira.

Eu bebo de tudo, mas prefiro cerveja!
E vamos de Internet.

E vamos pro SBT. Preciso levar as malas dos shows. Temos ensaio mais tarde, no Roy, e aí já deixo minha bagagem na Gabaju, na seqüência. Minha mala pessoal rasgou (Dex me emprestou outra idêntica) e preciso deixá-la no conserto, lá no SBT mesmo. Sim, tem este serviço no SBT. Transferir a grana do SBT que, não falha, cai hoje! SS é um puta patrão e nunca, desde 1990, tive um dia de atraso na grana. O homem do Baú é foda no que diz respeito ao pagamento dos funcionários.

Ligar pra Lily. Pensar nos sets. Hum. E trampar, né. Ta frio, gente! Ok. Bora pra vida.
Ainda dou uma ligada pra Gabaju pra ver se o Cavalo pode me entregar "aquela" cópia do novo cd. Fran me informa que o homem ainda está dormindo. Quando está em sampa resolvendo terrores o Cavalo dorme lá mesmo no escritório.

- Pode deixar o Cavalo na chuva, Fran, falo com ele mais tarde!

Ok. SBT. Deixo minhas coisas na mesa e vou levar a bolsa pro conserto. Hum, dou uma olhada no vidro do "aquário" da redação que não está mais lá. Não está porque o Magrão, num acesso de demência, desequilibrou-se e arrebentou-o com a mão. Resultado: quatro pontos e uma tipóia no meu querido "directorpitecus Sbteños".

Pronto. Vamô trampar?

O pessoal do Jotaerre vai gravar as cenas da reconstituição do "Vc não vale nada, mas eu gosto de vc". Enquanto isso, espero que alguém log os depoimentos preu inserir neste roteiro de reconstituições. A Larissa está incumbida desta missão. A Larissa, estagiaria, diz ter 21 anos, mas pra mim não passa de 12. É isso que ela aparenta. Sempre que passo por ela brinco com este fato:

- "Tio, eu quero algodão doce e depois eu quero ir no playcenter e também no Macdonalds!"

Eh,eh,eh! Safra boa de estagiários em andamento no Domingo Legal.

Almoço. Salada, pois a fila do yakissoba tá gigante. Tem frango junto com a salada. Pego as verduras, furo a fila do yakissoba e jogo um pouco em cima da salada, volto e coloco frango em cima do rango chinês roubado pra disfarçar. Pronto. Tudo escondido e o preço módico de 8 reais e não por quilo!

Pronto de novo. Rango ingerido.

"Niquiqui" to descendo a escada dou de cara com dona Carol Zuccolo, medalha de prata no CQC. Com ela, a Maura que trabalha na produção do "Esquadrão da moda" e é namorada do Oscar Filho (CQC) além do Fernando Muylaert que já fez o Vida Loka no multishow, faz Stand Up e está em cartaz no programa da Eliana como o Homem-Teste. Pego um café e acompanho a galera no almoço, pra bater papo com a Carol que, como se pode esperar, não ficou nada contente com o resultado do concurso. Que estará ela fazendo no SBT? Hum!

Eu sei, mas não conto pra vcs! Toda a sorte do mundo pra Carol. Aguardem!

De volta á redação.

A tarde vai e to envolvido com o tal roteiro do quadro novo. Jorjão ta se virando com uma porra dum caralho dum vt jornalístico pentelho da buceta que o faz assistir um monte de fitas e que, eu corto meu saco, não vai pro ar domingo. Hum!

Naná ta com o "De Volta", Ed, sóbrio como um bebê, com seus vários vts e mais um dum famoso cantor que recentemente esteve em cana.

Dante correndo com a obra do Waltinho. Tem a obra do WW, mas esta tá só começando. Ainda assim, já temos dois dias de roteiro pra fazer. Isso será comigo e Naná.

E nestas e noutras, passou o dia e estou saindo fora pro ensaio.

Dante me disse que a Marginal Pinheiros tá livre e eu acreditei. Livre, livre, não tá! Quando muito, ta num "regime semi-aberto"!

Saio na ponte da Cidade Jardim e faço aquele caminho que fazia quando saia da do canal pornô na Band pra ensaiar. Saudade da Band! Porra, a emissora dos Saad me seduziu! Gostaria muito de trabalhar lá de novo. Achei que o CQC me possibilitaria isso, mas não rolou. Pena. Minha conta no Bradesco de lá ainda está aberta!

Ok, Vila Mariana. To com fome. Mas to atrasado. Adentro ao covil roqueiro de rapaz solteiro do Roy e dou com quase todo mundo. Falta Juju, mas há uma amiga da Ju do Cavalo, além dela mesma! Estão todos exultantes com o cd que saiu, vendo o clipe de animação que o premiado Weberson Santiago fez para "Velho Safado"! O Weberson é tb o autor das ilustrações do CD. Coisa de gênio.

O cd ta muito bonito, o encarte, tudo. Puta trabalho pra gente se orgulhar.

Tem tb as primeiras camisetas deste lançamento, com a mão talentosa da Ju do Cavalo no design. Sei lá se é design. Tem a mão dela e pronto, caralho! Ela é boa! E ri! A Ju, minha comadre, ri!

Aproveito a demora da nossa cantora e saio pra comer algo. O buteco-padoca da esquina já desligou a chapa. Queria comer um churarrasco com queijo e tomate acompanhado por uma breja, mas não dá. Prescindindo da cerveja, vou pro Mac e ataco um MacBacon, com coca zero e nuggets de frango. To nesta de trocar as batadas por nuggets.

Na volta tento comprar cerveja na porra do buteco-padoca da esquina que, além de ter desligado a chapa, não tem mais cerveja em lata pra vender. Ah, vai tomar no cu com este bar! Enfia esta merda no teu rabo, português de merda! Vai se fuder!

Back do Roy's house? Não. Simon me liga avisando que tão todos no butequim da outra esquina, bebendo uma breja ou doze e brindando o lançamento do CD. Vou lá. Não tenho grana e, claro, neste olho de porco ninguém aceita cartão. Filo um copinho de breja, entre brindes e lembranças de que temos, MUITO, mas MUITO MESMO, MUITO o que ensaiar!

Sei que to quebrando um pouco o barato da festa, mas é assim. Ensaiamos e produzimos e lançamos um cd em 15 dias. Agora, ao invés de comemorar o feito, temos uma noite pra ensaiar o show novo que vai estrear mesmo dia 16, mas que nosso empresário fez o favor de antecipar pra sábado, na deliciosa Ponta Grossa. E Ponta Grossa merece o melhor e tb estas novidades. Vamos fazer das tripas coração (velho isso!) pra fazer um show novo e do caraio por lá!

Os cachorros do Roy, Feroz e a porra da outra que vive rosnando pra mim seguem sendo os malas de sempre. Viralatas de merda! E eu to meio mal humorado, cansado e preocupado com a falta de tempo pra fazer tanta coisa. Renato Russo já sabia, muitos temores nascem do cansaço e da solidão!

O Set é mais ou menos este:

1. Entra áudio com "Eu vou, eu vou, pra dentro da garrafa"
2. Gênio da Garrafa
3. Don't Be Cruel (Elvis)
4. Essa mulher só quer viver na balada
5. Tudo que a gente faz
6. Toda puta mora longe
7. Cafajeste (Juju)
8. Velho Safado (Eu e Ju)
9. Eu bebo Sim!
10. Ninguém beija como as Lésbicas
11. Strip'n'Blues (Juju e Roy)
12. Buceta (com a Juju)
13. Se Deus não quisesse
14. A Última Partida de Bilhar
15. Siririca Baby
16. FDP
17. Madrugada e meia
18. Abre essas pernas
BIS
19. O amor é outra coisa
20. Só pra te comer (Juju)
21. Beijos de corpo
22. Uns drinks

Tem músicas demais, mas a gente vê o que faz. Rola uma puta tensão pela necessidade de fazer canções novas que ensaiamos pouco e até mesmo de antigas que não tocamos faz tempo. O show do Cubanajarra tava tão redondo que a gente fazia sem set list. Agora temos que remar tudo de novo. Há idéias de emendar "Surfista Calhorda" em "Essa Mulher só quer viver na balada", mas não há tempo hábil para acertar o mix. Um cover de Ramones tb está nos planos, mas, ainda que seja simples, não dá tempo de tirar. E a Amy Winehouse no meio de Cafajeste? Hum! Fica pra depois.

Finalizamos a noite com várias tentivas de "O amor é outra coisa", que tem uma divisão complicada. Hum! Olha a Juju cantando pela primeira vez "Só pra te comer". Quer saber? Ta tudo cru! Vamos fazer um ensaio geral em Ponta Grossa e acho que dá pra melhorar bem. É que meu lema na vida é simples: trabalho, trabalho e mais trabalho pra chegar num resultado satisfatório. Não houve tempo pra trabalhar o suficiente. Vamos pro jogo sem muito treino. Ainda bem que o time (e disso eu tenho certeza) é bom!

A saída da banda é as seis da manhã e Tuca programou um churras começando agora e seguindo até este horário! Roy já declinou, dizendo que vai ajeitar umas coisas em casa e só vai depois. Cavalo, Juju e a amiga tão na parada. Simon, a quem eu deixo em casa, disse que vai acertar umas coisas e vai pra lá.

Antes de ir pra minha goma, descarrego minhas malas na Gabaju. Edu já tah lah, ajeitando os novos produtos da lojinha! Fui.

Home. Dex acordada. Ela comprou pizza. Grazie, Dio, pois to com fome! A gente conversa e conto pra ela das agruras da insegurança gerada pelos ensaios insuficientes. E do encontro com a Carol. Ela se interessa em saber o que ela fazia lá no SBT. Pra ela eu conto. Ela, como eu, tb achou que Carol foi melhor que a Mônica na final!

Boa sorte pra todo mundo, especialmente pras VV em Ponta Grossa. Fui dormir! Ainda pensando no fato de que queria, precisava e merecia uma cerveja e simplesmente não tive tempo hoje. Ok. Quando eu resolver tirar o atraso que ninguém venha me encher o saco. A minha vida é dentro da garrafa!